“Fábio de Melo faz show, eu sou sacerdote”, diz Padre Marcelo Rossi

Padre Marcelo Rossi concedeu uma entrevista à “Mariana Godoy Entrevista”, da RedeTV!, e, é claro, não escapou das perguntas sobre as comparações que fazem dele com padre Fábio de Melo. Segundo ele, os dois seguem por caminhos diferentes para conquistar os fiéis.

“Padre Fábio de Melo, antes de ser padre, era um cantor que se tornou sacerdote. […] Então ele faz o show dele. Eu, não. Eu sou padre. Não vou fazer e nunca fiz show, e as pessoas confundem. Nunca recebi para isso, é minha missão. Na verdade, é o inverso: vou doando”, explicou. E avaliou, destacando que não estava atacando o colega: “O padre Fábio de Melo faz show, eu sou sacerdote”.

Ainda na entrevista, o veterano falou sobre a depressão que passou. “Ser padre se tornou uma profissão. Não deixei de ir a nenhum compromisso, mas já não fazia com amor. Senti que algo estava errado quando o Papa Francisco veio e não cantei para ele”, lembrou.

APÓS DEPRESSÃO, PADRE MARCELO ROSSI NOVO TRABALHO E DECLARA: O MEU RECOMEÇO

O Padre Marcelo Rossi lança hoje seu mais novo trabalho, o DVD “Imaculada”, após passar três anos afastado por uma depressão, problemas com remédios, causados por automedicação, e preocupações com o peso.

Em entrevista ao jornal Extra, o Padre falou sobre seu novo projeto: “Quando vi o meu último DVD, eu disse: “esse não sou eu”. Era uma pessoa que se automedicava, estava quase no auge da depressão e fazia as coisas desanimado. Era um zumbi, um morto-vivo”, lembrou ele.

Sobre os problemas difíceis, ele relatou: “Imagina comer uma cebola, um chocolate e tudo ter o mesmo gosto, sem sabor nenhum. Agora imagine isso um dia, três, vinte… E foi durando. Eu perdi o prazer”, lamentou. “A fé foi fundamental, mas não é a falta dela que faz a pessoa cair na depressão. Porque isso é uma doença. A fé ajuda a se libertar”, completou.

Para Marcelo, a depressão encontrou espaço quando ele se acomodou com a vida: “Sabe aquela pessoa que se aposentou? Não tem que se aposentar para Jesus. Eu achei que minha missão estava cumprida ao receber do Papa Bento XVI o título de evangelizador moderno. Mas não! Enquanto estiver alguém morrendo, matando, eu não posso me calar. Agora é o meu recomeço”, disse